terça-feira, 26 de março de 2013

7ª Conferêcia Empresarial Forumsul reúne mais de 50 empresários da região em Blumenau para debater sobre Internacionalização Empresarial

O evento que aconteceu no dia 19 de março no Moinho do Vale em Blumenau contou com a presença do presidente do Conselho Regional do Grupo Voith no Brasil, Edgar Horny, do presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China, Charles Andrew Tang, do sócio sênior da Ernst & Young Terco,  Luiz Carlos Passetti e do ex-diretor internacional da WEG, Celso Vili Siebert. Confira um breve resumo da apresentação de cada conferencista:



Luiz Carlos Passetti: “O mundo enxerga e quer explorar o nosso mercado.”

O executivo Luiz Passetti abriu a 7ª Conferência Empresarial apresentou razões para internacionalizar um negócio. Começou exibindo uma pesquisa realizada com líderes globais, onde 74% afirmaram que suas maiores receitas virão de negócios efetivados em países emergentes. "O mesmo mercado interno onde estamos instalados o mundo também enxerga e quer explorar" destacou o executivo, acrescentando que o mundo está interessado no Brasil e que país será o quinto maior mercado consumidor até 2020. 
Destacou o surgimento de uma nova classe média de consumidores (40 milhões de pessoas já atingiram o nível entre 2003 e 2011). Nos próximos dois anos, espera-se um aumento de 15 milhões de pessoas na classe média.
E ainda apontou que o Brasil será o segundo maior mercado consumidor de artigos de pet shops no mundo, por exemplo; e terceiro, em automóveis, motos, alimentos e bebidas, vestuário, computadores, perfumes e cosméticos.

O risco Brasil

Sobre os riscos de desaceleração do crescimento do consumo no Brasil, Passetti assinala o grande crescimento do volume de oferta de crédito para o consumo nos últimos anos. Ainda tem espaço para crescer, mas a tendência é estabilizar. “Por isso, o risco de ficar dependente de apenas um mercado”, alertou aos participantes da Conferência Empresarial, sugerindo novamente a exploração de negócios no exterior. 
Outros dados econômicos apontam que o comércio varejista cresceu 8,5% em 2012. A estimativa é de 5% em 2013. O consumo das famílias cresceu 3%, representando R$ 2,7 trilhões. A formação bruta de capital fixo (oferta) foi 4% a menos que 2011 e equivale a 19% do PIB.

Mais investimentos em pesquisa e desenvolvimento

O Brasil ainda é considerado um país com economia fechada. Em 2007 teve o sétimo maior PIB do mundo, mas ficou apenas na 23ª colocação entre os maiores exportadores mundiais e investe somente 1,20% do seu PIB em pesquisa e desenvolvimento. 
Comparou com a Coréia do Sul. 14º maior PIB do mundo, mas oitavo em exportação, mas que investe 3,40% em P&D. Outro país, a China, tem o segundo PIB do mundo, é o primeiro em exportação, o 27º em importação. Investe 1,55% em pesquisa e desenvolvimento. 
Os países que mais investem em pesquisa e desenvolvimento e na formação de cientistas, engenheiros são os que mais exportam. Desde ano passado o Governo Federal investe para aumentar o número destes profissionais no Brasil. 
A demanda global por produtos manufaturadas cresce a uma média anual de 3,3%. Brasil apenas 1,8% na exportação destes produtos. 47% de nossas exportações são de produtos primários. 
As exportações do Brasil dependem muito do agronegócio. Com a queda das commodities, o setor cresceu pouco. Apontou a carga tributária, a infraestrutura e a matriz energética como os principais "nós" que atrapalham o crescimento da economia. 
Por outro lado, em 2011 o Brasil bateu o recorde de ingressos líquidos. Um crescimento de 37,5% em relação a 2010. Houve uma redução de 2,3% em relação a 2001. A redução do IED no Brasil foi bem menos intensa que a verificada nos fluxos mundiais, de 18,3%. Com isso o Brasil ampliou sua participação líquida.

Quem é Luiz Passetti

O executivo é sócio sênior da Ernst & Young Terco onde atua há 29 na prestação de serviços de auditoria e consultoria em empresas de diversos segmentos da economia. Notadamente clientes internacionais e de grande porte. Entre as empresas que ele assessora se encontram Natura, BRF, Telefônica e Alupar. A Ernst & Young Terco é uma empresa de consultoria globalizada que conta com 19 mil profissionais em consultoria distribuídos em 140 países.


Edgar Horny: “Alemanha tem um ambiente seguro, com legislações claras.”

A segunda conferência do dia teve Edgar Horny como âncora. O cenário econômico alemão foi enfatizado na primeira parte da apresentação. Depois, os motivos para se investir no país. 
Alemanha tem um ambiente seguro, com legislações claras. Citou como exemplo a proteção da propriedade intelectual. 
Quem pretende investir na Alemanha pode obter incentivos governamentais. “Mas não invista lá pensando em recebê-los. É um grande erro”, recomendou. O segundo erro, segundo o executivo, é investir pensando que o imposto é baixo. Mas o governo é pontual e ágil nos pagamentos dos créditos gerados pelos impostos. A Alemanha investe quase 3% do seu PIB em pesquisa e as empresas contam com parceria com as universidades. Por essa razão, deu como dica a visita aos centros de pesquisas quando da visita ao país. 
"Também sugiro conhecer as tecnologias alemãs e comparar com as brasileiras. Concluirão que as tecnologias de lá são muito mais avançadas que as brasileiras" decretou.

Geração e distribuição de energia

A Alemanha tem tarifas diferenciadas de energia elétrica como forma de incentivar seu uso em diversos horários. 
O norte da Alemanha ganhou uma vantagem tecnológica com sua matriz energética, apostando na energia eólica. Mas ainda está em evolução.

Relacionamento com sindicatos

Na Alemanha, as empresas são obrigadas a investir na educação dos trabalhadores que pertencem aos seus conselhos de fábrica. Assim, estes representantes dos trabalhadores, sindicalistas, sabem ler um balanço e têm conhecimento da situação das empresas. É um facilitador para se sentar à mesa e negociar com os representantes dos trabalhadores. 
"Nas empresas brasileiras quem faz o contato com os sindicalistas são os coordenadores de RH. Os diretores "se escondem". Um grande erro na avaliação do especialista" lamentou.

Associação dos Engenheiros Brasil e Alemanha

Por fim, apresentou a Associação dos Engenheiros Brasil e Alemanha (VDI). A entidade existe na Alemanha há mais de 100 anos. O objetivo é aprimorar o conhecimento e trocar experiências. Em maio a entidade realizará um simpósio internacional em São Paulo, com o tema: “Novos materiais, novos processos" 
A VDI divulga suas ações por meio uma revista, uma publicação técnica e um site: www.vdibrasil.com.br.

Quem é Edgar Horny

Presidente do conselho regional do Grupo Voith no Brasil. Alto executivo alemão com larga carreira profissional na internacionalização de empresas brasileiras e alemãs. Atuou como presidente executivo da Voith e da Voith Hydro em São Paulo e, até fevereiro de 2013, foi Presidente da VDI (Associação de Engenheiros Brasil-Alemanha) que age como interlocutor de tendências tecnológicas entre Brasil e Alemanha e parceiro junto às empresas com foco na cooperação tecnológica, possibilitando melhores resultados no competitivo mercado indústria. Atualmente integra a Senior Advisory Board da AHK e da ABDIB.



Charles Andrew Tang: “A China oferece competitividade, qualidade, quantidade e distribuição em escala global”

Charles Andrew Tang, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China foi o primeiro conferencista da tarde. Concentrou boa parte de sua apresentação na exibição dos números da economia chinesa, mostrando e comparando os negócios efetivados com o Brasil. 
A China é a nação com o maior crescimento econômico dos últimos 25 anos, com média do crescimento do PIB em 10% por ano, tornando-se a maior exportadora do mundo em 2010. 
A China oferece competitividade, qualidade, quantidade e distribuição em escala global, reduzindo custos, prazos e atendendo o mundo inteiro. Por fim, tecnologia, com capacidade de produzir produtos sofisticados e inovadores, utilizando a mais alta tecnologia. 
Brasil exporta 29 bi para China e importa 22 bi. Para o mundo, o Brasil exporta 160 bi e importa 147 bi. Foi de 75 bilhões de dólares foi o fluxo do comércio entre Brasil e China no ano passado. 
O Brasil exportou 77 aviões para a China nos últimos cinco anos. No ano passado foram 27 – o equivalente a US$ 876 milhões das exportações brasileiras.

Feira de Cantão

Por fim, Charles Andrew Tang falou que a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China está promovendo a Feira de Cantão, a maior feira de negócios do mundo. O evento ocorrerá de 15 de abril a 05 de maio. São um milhão de metros quadrados de feira, 56 mil estandes e 150 mil produtos em exposição.

Quem é Charles Andrew

É membro do Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial e do World Policy Intstitute em New York. A Câmara Brasil-China está presente em diversas cidades no Brasil e na China, com representações na América Latina. Colabora com grandes empresas brasileiras e estrangeiras para estreitar suas relações com a China e o Brasil como: Votorantim, Odebrecht, Johnson & Johnson, Holcim, Sino Steel, JAC Automobiles, Foton and Grentech. Atua também em consultoria de investimentos e de fusões e aquisições internacionais.


Celso Vili Siebert: "O sucesso no mercado externo depende de consistência, talentos, presença própria, assumir responsabilidades e inovação."

Segundo Celso, último conferencista do evento, um dos obstáculos encontrados durante o processo de internacionalização da WEG foi reverter a imagem negativa do Brasil no exterior. Esse obstáculo foi superado por meio de uma "ferramenta de marketing" que consistia em trazer clientes e potenciais clientes para visitar as instalações da empresa no país. O intercâmbio contribui significativamente para que os estrangeiros mudassem sua concepção a respeito do Brasil.

Celso Vili Siebert finalizou sua apresentação expondo as razões que levaram ao sucesso da WEG no mercado externo: consistência, talentos (recursos humanos), presença própria (trabalhar com distribuidores), assumir responsabilidades e inovação.


Quem é Celso Vili Siebert

Foi diretor internacional da WEG, iniciado nos anos 70. Durante sua carreira de mais de 35 anos, como Diretor Internacional da WEG, ele foi um player principal do processo de internacionalização da empresa. Foi a partir de 1991, ano que inaugurou a primeira filial da empresa no exterior, assumindo em seguida a presidência da WEG Electric Motors Corp. nos Estados Unidos.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Internacionalização é tema da primeira Conferência Empresarial de 2013


Evento em Blumenau vai debater que negócios no exterior
vão muito além dos processos de importação e exportação


A chave para alcançar o sucesso no mercado internacional, especialmente na Alemanha e na China, será o tema central da sétima edição da Conferência Empresarial, no próximo dia 19 de março, no Centro de Convenções do Restaurante Moinho do Vale, em Blumenau. O evento é promovido pela empresa Forumsul.

Os temas de cada edição da Conferência Empresarial são formatados para discutir e debater ideias, apresentar cases, novidades e informações sobre a gestão empresarial moderna. Também é uma oportunidade para gerar networking entre os executivos presentes.

A “Internacionalização Empresarial” trás a Blumenau quatro especialistas: Edgar Horny (presidente do Conselho Regional do Grupo Voith no Brasil), Charles Andrew Tang (presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China), Celso Vili Siebert (diretor Internacional da WEG) e Luiz Passetti (sócio Sênior da Ernst & Young Terço).

Em suas apresentações, abordarão temas complexos sobre a internacionalização, mostrando que para alavancar vendas e gerar novos negócios vai-se muito além dos processos de importação ou exportação de produtos. Existem modelos de mercados que propõem parcerias, joint-ventures, transferências de tecnologia, contratos de produção, investimentos diretos, alianças estratégicas, contratos de gestão e contratos de serviço.

Os especialistas convidados passarão ainda dicas e estratégias para conquistar o mundo globalizado e como preparar uma empresa para internacionalização; as oportunidades; os riscos; as estratégias e objetivos, bem como essas as formas de internacionalizar que passam além das exportações e importações.

MERCADO ALEMÃO

O mercado alemão será intensamente debatido ao longo da 7ª Conferência Empresarial. A Alemanha, por exemplo, é parceira natural do empresariado catarinense, apresenta mais oportunidades do que imagina. A estimativa é que negócios entre estes dois países superem US$ 2 bilhões até 2014.

O valor pode ser superado por conta da instalação da BMW na região norte de Santa Catarina, trazendo perspectivas de mais negócios e o surgimento de novas empresas.

O Brasil é o mais importante parceiro comercial da Alemanha na América Latina. A Alemanha, por sua vez, é o quarto maior parceiro comercial do Brasil, atrás somente de Estados Unidos, Argentina e China. O Brasil se posiciona em 23º lugar entre os países consumidores de seus produtos e, como fornecedor, ocupa o 21º lugar.

MERCADO CHINÊS

A China também será entendida e mostrada aos participantes. O Brasil depende cada vez mais da China. O Brasil tem feito tantos negócios com o gigante asiático que a China virou seu principal parceiro comercial. Os produtos primários lideram as vendas que vem disparando desde 2004, enquanto os de manufaturados ficaram estáveis.

As oportunidades de negócio que existem entre o Brasil e a China são inesgotáveis. A China foi o país que mais investiu recursos em fusões e aquisições no Brasil entre 2009 e 2012. Empresas do país asiático foram responsáveis por 16,1% -- equivalente a US$ 21,5 bilhões -- do total dessas transações nesse período, um pouco à frente dos Estados Unidos (15,6%).

A conclusão é de uma pesquisa do banco Credit Suisse que mapeou 677 operações de fusões e aquisições caracterizadas como IED (investimento estrangeiro direto) entre 2005 e 2012.

Os investimentos chineses também têm sido concentrados em poucos setores. Mais de 77% das operações de fusões e aquisição com capital chinês ocorreram no segmento de extração de petróleo e gás natural, de acordo com o levantamento do Credit Suisse. Em segundo e terceiro lugares, estão metalurgia (10,1%) e eletricidade, gás e outras utilidades (9,5%).

-- É necessário entender como lucrar nos negócios com a China. A internacionalização de uma empresa moderna deixou de ser uma opção para se tornar numa questão de sobrevivência --, assinala Paulo Deschamps, diretor da Forumsul, promotora da Conferência Empresarial.

OS CONFERENCISTAS

Edgar Horny
Presidente do Conselho Regional do Grupo Voith no Brasil. Alto executivo alemão com larga carreira profissional na internacionalização de empresas brasileiras e alemãs. Atuou como presidente executivo da Voith e da Voith Hydro em São Paulo e, até fevereiro de 2013, foi Presidente da VDI (Associação de Engenheiros Brasil-Alemanha) que age como interlocutor de tendências tecnológicas entre Brasil e Alemanha e parceiro junto às empresas com foco na cooperação tecnológica, possibilitando melhores resultados no competitivo mercado indústria. Atualmente integra a Senior Advisory Board da AHK e da ABDIB.



Charles Andrew Tang
Presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China. Membro do Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial e do World Policy Intstitute em New York. A Câmara Brasil-China está presente em diversas cidades no Brasil e na China, com representações na América Latina. Colabora com grandes empresas brasileiras e estrangeiras para estreitar suas relações com a China e o Brasil como: Votorantim, Odebrecht, Johnson & Johnson, Holcim, Sino Steel, JAC Automobiles, Foton and Grentech. Atua também em consultoria de investimentos e de fusões e aquisições internacionais.


Celso Vili Siebert
A história empresarial vivida pessoalmente por Celso Vili Siebert nas varias fases do processo de internacionalização como diretor internacional da WEG, iniciado nos anos 70. Como lidar com a diversidade de culturas, os sucessos e também os erros cometidos. Como foram superados os obstáculos, dificuldades e barreiras encontradas e as estratégias e soluções adotadas que levou a WEG a se posicionar entre as maiores empresas multinacionais brasileiras. Durante sua carreira de mais de 35 anos, como Diretor Internacional da WEG, ele foi um player principal do processo de internacionalização da empresa. Foi a partir de 1991, ano que inaugurou a primeira filial da empresa no exterior, assumindo em seguida a presidência da WEG Electric Motors Corp. nos Estados Unidos.

Luiz Passetti
Sócio Senior da Ernst & Young Terco onde atua há 29 na prestação de serviços de auditoria e consultoria em empresas de diversos segmentos da economia. Notadamente clientes internacionais e de grande porte. Entre as empresas que ele assessora se encontram Natura, BRF, Telefônica e Alupar. A Ernst & Young Terco é uma empresa de consultoria globalizada que conta com 19 mil profissionais em consultoria distribuídos em 140 países. Luiz Passetti foi o fundador do escritório em Blumenau há mais de 20 anos. Foi Presidente do Conselho de Sócios da Ernst & Young América do Sul e membro do conselho da Ernst & Young Américas e Global.  É membro do IBGC – Instituto Brasileiro de Governança Corporativa e do Ibracon – Instituto dos Auditores Independentes do Brasil.

O QUE SÃO AS CONFERÊNCIAS EMPRESARIAIS

A Conferência Empresarial reúne em média 80 empresários e executivos com poder de decisão em empresas catarinenses, em especial do Vale, Médio e Alto Vale do Itajaí, Foz e Vale do Itajaí-Mirim.

As Conferências Empresariais reúnem a cada edição líderes com poder de decisão nas empresas. Oportunidade para ouvir, interagir, trocar idéias, apresentar cases, conhecer novidades, fazer networking e saber as últimas novidades sobre a gestão empresarial moderna. Seu formato é interativo, com bastante tempo dedicado a intervenção e participação dos executivos inscritos, no debate dos temas tratados.


OS PATROCINADORES
A Electro Aço Altona será a anfitriã da 7ª Conferência Empresarial. O evento conta ainda com os patrocínios das seguintes empresas: Free Multiagência e Tô Indo Viagens. A Câmara Brasil-Alemanha, a Câmara Brasil-China, a Ernst & Young Terço e a VDI (Associação de Engenheiros Brasil-Alemanha). FACISC e FCDL são apoiadores institucionais.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

6a Conferência Empresarial - Resumo do evento


Timbó Park Hotel - 6 de Novembro de 2012

Os Desafios das Empresas Familiares



Clique aqui para visualizar mais de 100 fotos da 6a Conferência Empresarial - Fotos de Giovanni Silva

Alguns depoimentos
O tema foi muito oportuno, o evento transcorreu de uma forma muito leve, com depoimentos muito verdadeiros e a interação proporcionou uma visão de todos os lados, derrubando as dúvidas que martelam na cabeça de todos nós.

André Guilherme Zierhlsdorf (MTR Transportes Ltda)


A Conferência Empresarial tem um formato interesse e inovador e que me agrada bastante. Ajuda a esclarecer e a tirar as dúvidas dos participantes.

Leomir Minozzo (Service Contabilidade)


É um formato adequado para o tema proposto. Muitas vezes nos deparamos com grandes dificuldades em solucionar entraves que são criados dentro de nossas organizações. E estas oportunidades servem para trocar informações, discutir a problemática que é comum às diferentes empresas e buscar alternativas de saída que sejam viáveis para garantir a solidez de cada negócio.

Paulo Luiz da Silva Mattos (Advogado, especialista em direito sucessório, fusões e aquisições)


Acho extremamente interessante. É a primeira vez que participo. É interessante para quem está vivendo esse processo. Foi extremamente rico, gostei demais. Vamos aproveitar bastante do aprendizado do evento.

John Mueller (Mueller Eletrodomésticos)


A grande vantagem da Conferência Empresarial é que ela não é tão pesada. Você tem tempo para a apresentação, para o debate e para a integração. E assunto como o proposto, que é sucessão familiar, necessita de um tempo maior de interação entre as pessoas. Se comunicando, as pessoas aprendem e se motivam a fazer alguma coisa.

Alidor Lueders (Consultor)


Um evento diferente, onde ouvimos e praticamos experiências vividas por pessoas inseridas nas questões das empresas. Diferente de um formato onde só temos palestrantes. Nesse formato, você está falando a mesma linguagem, dos mesmos problemas que você vivencia no dia-a-dia. Não é simplesmente a passagem de uma mensagem. É a prática do dia-a-dia.

Dietmar Piske (Diretor da Altenburg)

A Sucessão Familiar consolida a Conferência Empresarial


O bucólico Timbó Park Hotel, em meio à natureza, foi palco da 6ª edição da Conferência Empresarial, no dia 06 de novembro, onde “Os Desafios das Empresas Familiares”, foi o tema abordado ao longo de todo o dia. A Forumsul trouxe para o evento três palestrantes de renome nacional e internacional, abordando o tema e incentivando a interação e o debate entre os participantes do evento.

Foi a terceira e última edição da Conferência Empresarial no ano de 2012. A primeira do ano foi realizada em Blumenau, no Centro de Eventos do Restaurante Moinho do Vale, em março, com o tema: “Perspectivas para a Gestão de Negócios 2012/2013”. A “Excelência nos Negócios” foi a temática da quinta edição do evento – a segunda do ano, ocorrida no Memorial do Parque Beto Carrero World”, em agosto.

Para fechar o ano com “chave de ouro” e consolidar o evento como um dos principais em Santa Catarina, o Conselho da Conferência Empresarial sugeriu a “Sucessão das Empresas Familiares” como tema.

Na abertura do evento, o executivo Adalberto Roeder, presidente do Conselho de Administração da Mueller Eletrodomésticos fez uma saudação aos participantes e conferencistas.

Na sequência, o empresário, colunista, autor de dois livros e especialista em empresas familiares no Brasil e no exterior, José Carlos Fonseca Ferreira, abriu a série de conferências com o tema: “As 10 Chaves do Sucesso de uma Empresa Familiar”.

Na sequência, foi a vez do advogado Paulo Luiz da Silva Mattos, especialista em direito sucessório, fusões e aquisições e assessor jurídico em Administração pública, com larga experiência em questões societárias de empresas familiares.

Após o almoço, os participantes fizeram uma visita e conheceram o case da Mueller Eletrodomésticos. No retorno ao hotel, Iêda Baraúna Pinheiro Carvalho apresentou o case da FBN (Family Business Network) no Brasil e do Grupo Simões, um dos maiores conglomerados empresariais brasileiros da Região Norte, de propriedade das famílias dos três sócios fundadores e formado por 21 empresas.

Destaque ainda para o almoço diferenciado, oferecido pelo Timbó Park Hotel, à beira da piscina do estabelecimento, em harmonia com a natureza exuberante, tendo como cardápio, pratos leves a base de pato e marreco. Ao final da Conferência, os participantes puderam fazer a degustação de vinhos importados pela Distribuidora Pérgola, ao som do quarteto de cordas da Orquestra Intermezzo, da Fundação Cultural de Timbó.

Os patrocinadores
Os anfitriões da 6ª Conferência Empresarial foram a Mueller e o Timbó Park Hotel. Teve ainda o patrocínio das empresas: Altona, Baumgarten, Beto Carreto World, Bovenau, Cassava, Free Multiagência, Seara, Sul Brasil, União Saúde, Unicred e a Fundação Fritz Müller. Facisc, FCDL-SC, Câmara Brasil Alemanha e SBT Santa Catarina foram apoiadores institucionais.


As 10 chaves do sucesso de uma empresa familiar

José Carlos Fonseca Ferreira, empresário, colunista, autor de dois livros, especialista em empresas familiares no Brasil e no exterior, abriu a 6ª edição da Conferência Empresarial, no Timbó Park Hotel. Na sua explanação, mostrou de forma didática, 10 dicas de sucesso para empresas familiares. Logo após, respondeu dúvidas e interagiu com os  executivos presentes no evento.

Quais são as 10 chaves do sucesso de uma empresa familiar, na concepção do especialista:

1ª chave: saber definir o que é uma empresa familiar.
2ª chave: educar toda família sobre empresas familiares.
3ª chave: ter um plano de sucessão por escrito.
4ª chave: montar um Genograma. É um diagrama pictórico de uma família, mostrando o nível de relacionamento entre cada um, destacando pontos positivos e fatores negativos.
5ª chave: entender a importância de sistemas e bagagens (problemas que as pessoas carregam com elas).
6ª chave: saber administrar brigas e conflitos.
7ª chave: preparar sucessores. Definir as premissas. Sucessores não podem assumir o comando apenas porque são herdeiros.
8ª chave: saber a hora de passar o bastão.
9ª chave: realizar reuniões familiares constantes.
10ª chave: praticar a yoga da gargalhada.Na interação com os executivos inscritos na Conferência Empresarial, fez uma recomendação para que os filhos, depois de formados, trabalhem por pelo menos dois anos em outra empresa para adquirir experiência.

Para a elaboração de um plano de sucessão, quando não há herdeiros, a recomendação é optar pela contratação de um profissional qualificado, mediante pré-requisitos.

Como elaborar um plano de sucessão familiar



O advogado Paulo Luiz da Silva Mattos, especialista em direito sucessório, fusões e aquisições e assessor jurídico em Administração pública, com larga experiência em questões societárias de empresas familiares, foi o segundo palestrante convidado pela Forumsul, para fazer explanação na Conferência Empresarial.

Trouxe aos participantes um perfil das empresas familiares no Brasil e apresentou o roteiro para elaboração de um plano de sucessão familiar, passando pela governança corporativa.

Dos 300 maiores grupos privados do país, 270 são familiares. Mas alertou que 75% das empresas familiares não conseguem manter-se unidas quando precisam passar o bastão para segunda e terceiras gerações.

Outro agravante apontado pelo especialista: nas empresas familiares, é comum se confundir o caixa da empresa com o particular. A orientação é estabelecer regras ou regular essa relação.

Vencer estas etapas objetiva criar um cenário desejável para elaborar um plano de sucessão familiar bem sucedido. A criação de um Conselho Deliberativo, um Conselho de Família e um Conselho de Sócios é o primeiro passo.

Mas todas essas ferramentas, na estrutura societária, devem estar definidas por escrito, passando pelo aval dos Conselhos, das holdings familiar e de negócios; e acionistas.

Na montagem de um planejamento sucessório e societário, a empresa familiar passa por três fases: o momento filosófico, o momento analítico e as ações, propriamente ditas, onde se enumera razões e atribuir funções nesta necessidade de mudança de cenário.

A governança corporativa é uma alternativa sugerida pelo especialista. Mas antes de se implantar, os sócios fazem as seguintes perguntas: por que estamos juntos? por que queremos estar juntos?

Aspectos familiares devem ser observados ao se implementar gestão corporativa, separando o patrimônio empresa e disciplinando a família. Tudo com transparência. equidade (tratamento justo de todos sócios e partes envolvidas); prestação de contas e responsabilidade corporativa.

Mueller Eletrodomésticos e Grupo Simões: exemplos de sucessão familiar bem sucedidos

A Conferência Empresarial destinou o período da tarde para que os participantes pudessem conhecer duas histórias bem sucedidas de sucessão familiar. O primeiro case apresentado foi da Mueller Eletrodomésticos, empresa com sede em Timbó, fundada há 63 anos. A corporação foi uma das anfitriãs da Conferência Empresarial, ao lado do Timbó Park Hotel.

A explanação da Adalberto Roeder, presidente do Conselho Deliberativo; John Mueller, diretor presidente; e de Mônica Mueller, diretora de marketing, antecederam a visita dos participantes inscritos na planta industrial da fábrica de fogões.

A empresa foi fundada em 1949, em Timbó, com a razão social de Walter Mueller Ferraria. Hoje é uma das mais tradicionais e maiores fabricantes de eletrodomésticos de linha branca do País. Sempre primou pela criação de produtos que satisfazem e atendem as mais variadas necessidades da família brasileira, traduzidas em seu slogan: "Mueller, sua família merece".

A Mueller foi a primeira fabricante de máquinas de lavar roupas do Brasil, em 1951. É 100% brasileira. Começou gerando 10 empregos. Atualmente conta com 1.267 colaboradores distribuídos em cinco empresas do grupo: 68 na Mueller Participações S/A; Mueller Eletrodomésticos: 422; Mueller fogões: 401; Hércules Motores Elétricos: 310 e, por fim, 66 funcionários na  Thora Condutores Elétricos.

A linha completa Mueller é composta por 65 produtos. Uma indústria moderna, que adota processos inovadores e utiliza o que há de mais avançado em máquinas e equipamentos.

Em suas duas unidades, com parques fabris que totalizam 139 mil metros quadrados, são produzidas lavadoras, centrífugas, secadoras, fogões a gás, cooktops e fornos elétricos que aliam inovação, eficiência, design diferenciado, durabilidade e respeito ao meio ambiente.

Seus produtos são vendidos no Brasil e países da América Latina, África, Ásia e Oceania.

Sua rede de atendimento ao cliente conta com um eficiente serviço de SAC e uma rede de 874 postos de atendimento no Brasil e 17 no Paraguai. É detentora de certificações ISO 9001 e 14001




Iêda Baraúna Pinheiro Carvalho, membro do Conselho Familiar do Grupo Simões foi a última conferencista do evento no Timbó Park Hotel. Ela apresentou toda a história do grupo, incluindo cada passo do processo de formatação do processo de sucessão familiar.

Grupo Simões

O Grupo Simões surgiu no Amazonas, em 1943, quando Antônio Andrade Simões, aos 19 anos, abriu seu próprio negócio: o Bar e Sorveteria Moderna. Vieram depois, a Panificação e Pastifício Guarani, depois transformada em Papaguara S/A Massas Alimentícias.

Simões e Petrônio Augusto Pinheiro vieram a se tornar parceiros após encontro e atuação conjunta na Federação das Indústrias do Amazonas. Em 1968 se tornaram sócios, negociando com a The Coca-Cola Company. No mesmo ano iniciaram a construção da primeira fábrica de refrigerantes da região. A unidade foi inaugurada em 1970.

Para melhorar o suprimento de matérias-primas e verticalizar os investimentos, os dois sócios instalaram uma fábrica de gás carbônico em 1973. No ano seguinte começou a produção em comercialização do seu próprio guaraná, o Tuchaua. Dois anos depois abriram uma franquia da Coca-Cola no Pará.

Nesta mesma época, o economista e contador Osmar Alves Pacífico entrou para sociedade. No da década de 70, instalaram a primeira mini-fábrica de refrigerantes do país, no Acre.

Os negócios foram sendo ampliados, com a construção de novas fábricas em Santarém, a segunda e a terceira unidade no Pará, Porto Velho e Macapá. Diversificou seus negócios, incluindo a compra de uma rádio e televisão, batizada de Rede Brasil Norte de Comunicação, repetidora da extinta TV Manchete. Investiu em emissoras de rádio, com iniciativas que se estenderam até Porto Velho.

A construção civil e a informática completaram o ciclo de investimento no Norte do país naquele período.

Mas foi na bebida seu maior investimento. Agora também na água mineral, lançando ao mercado a Belágua, produzida no Pará.

O Grupo Simões alcançou 70% do mercado regional, com uma produção superior a 170 milhões de litros, sendo reconhecido como o fabricante da década de 80 pela Coca-Cola Brasil.

Começou ai processo de sucessão familiar, onde cada um dos três sócios organizou sua holding familiar. Foi desenvolvido o planejamento patrimonial. Fundadores passaram a ocupar o conselho de administração e a segunda geração foi para diretoria executiva.

Na década 90, num espaço de três anos, os fundadores morreram: Antonio Simões, Osmar Pacífico e Petrônio Pinheiro. Por sorte, o plano de sucessão estava estruturado, mas a união familiar estava fragilizada. As matriarcas Walderez, Iclé e Zenilde tiveram papel fundamental nesse processo.

A terceira geração jovem e "semi-excluída". Não haviam regras e normas que norteassem a sociedade. A empresa, por sua vez, se consolidava e expandia negócios. Inaugurava expansões e modernizava suas unidades de refrigerantes, entre 1993 e 2002.

Em 1993, moderniza e expande o segmento de gás carbônico. Em 1994, ingressa no mercado automotivo.

Em 2000, implanta novo modelo de gestão com visão de processos. Os quatro sócios diretores renunciariam aos cargos executivos para ficarem no estratégico (Conselho de Administração), adotando um modelo de Governança Corporativa.

Deram posse ao conselho de administração com base nas boas práticas da governança corporativa; posse do conselho de família; formatação da nova diretoria executiva por divisões de negócios. O grupo inaugurou seu family office e passou a fazer o planejamento estratégico. Tem hoje: Conselho de Administração, a Diretoria Executiva e uma Divisão de Novos Negócios, instalado em São Paulo.



FBN: a maior rede independente de empresas familiares do mundo

Antes de apresentar o case do Grupo Simões, Iêda Baraúna Pinheiro Carvalho, apresentou a FBN aos participantes. O Family Business Network - FBN é a maior rede independente de empresas pertencentes a famílias no mundo com mais de 3 mil empresas associadas em 45 países. Iêda é a diretora executiva no Brasil.

A FBN foi criada em 1990. O objetivo é compartilhar experiências de empresas familiares. Conta com um conselho de administração, gerência executiva, comitê de desenvolvimento e conteúdo e o comitê de futuras gerações.

Seu código de conduta: confiança e abertura; participação; confidencialidade; respeito e profissionalismo e não venda de serviços. Empresas familiares de São Paulo, Amazonas, Rio Grande do Sul são a maioria dos associados na FBN. Santa Catarina está em quarto lugar, com 4% do volume de sócios.

As empresas que fazem parte do FBN são dos mais variados segmentos e portes, nacionais e multinacionais que já passaram para outras gerações e buscam a sustentabilidade dos negócios.

O FBN e suas empresas associadas dividem objetivos comuns e apoio mútuo para: promoção das empresas familiares; desenvolvimento de futuras gerações; oportunidades de trocas de experiência entre famílias; difusão das melhores práticas e conhecimentos.

Todas as atividades do FBN são realizadas em um ambiente de confidencialidade e segurança para garantir a essência de uma instituição de famílias para famílias.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

O Desafio das Empresas Familiares é tema da 6ª Conferência Empresarial


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 Timbó será a anfitriã do evento no dia 6 de novembro

A preparação das novas gerações de proprietários para incorporá-los aos negócios da família será o tema principal da sexta edição da Conferência Empresarial. O evento ocorrerá no dia 6 de novembro, na cidade de Timbó, nas dependências do Timbó Park Hotel – anfitriã, ao lado da Mueller Eletrodomésticos.

O programa da Conferência Empresarial de Timbó está composto por três palestras e uma visita a unidade fabril da Mueller Eletrodomésticos. O perfil dos participantes será diferente das edições anteriores e contará com a presença dos atuais gestores e sucessores familiares das empresas inscritas. O tempo para debate e troca de experiências será ainda maior.

Ao longo de todo dia, os três conferencistas passarão cases, responderão dúvidas e debaterão perguntas comuns aos empresários inscritos, em uma empresa de caráter familiar: Quais as chaves que abrem as portas do sucesso para as empresas familiares? Como perpetuar o patrimônio familiar? E como proporcionar o crescimento da empresa harmonizado com as famílias acionistas.

A preparação das novas gerações de proprietários para incorporá-los aos negócios; o desenvolvimento de um plano de sucessão e saber quando passar o bastão; a estruturação da governança dos negócios das famílias; a administração de brigas e conflitos familiares e como lidar com custos e tributos específicos, completam o programa.

A programação

Na abertura do evento, às 8h30, o executivo Adalberto Roeder, presidente do Conselho de Administração da Mueller fará a saudação aos participantes e conferencistas.

Na sequência, o empresário, colunista, autor de dois livros e especialista em empresas familiares no Brasil e no exterior, José Carlos Fonseca Ferreira, abre a série de conferências com o tema: “Como Tratar os Dilemas das Empresas Familiares”.

Às 10h30, será a vez da apresentação do advogado Paulo Luiz da Silva Mattos, especialista em direito sucessório, fusões e aquisições e assessor jurídico em Administração pública, com larga experiência em questões societárias de empresas familiares.

Após o almoço, os participantes farão uma visita e conhecerão o case da Mueller. No retorno ao hotel, às 15h15, Ieda Baraúna Pinheiro Carvalho apresenta o case da FBN (Family Business Network) no Brasil e do Grupo Simões, um dos maiores conglomerados empresariais brasileiros da Região Norte, de propriedade das famílias dos três sócios fundadores e formado por 21 empresas.

O Family Business Network (FBN) é a maior rede independente de empresas pertencentes a famílias no mundo com mais de 3 mil empresas associadas em 45 países.

Conselho Consultivo definiu o tema
A Conferência Empresarial é um evento formatado para discutir e debater ideias, apresentar cases, novidades e informações sobre a gestão empresarial moderna. Cada edição conta com a participação, em média 80 empresários e executivos com poder de decisão em empresas catarinenses, em especial do Vale, Médio e Alto Vale do Itajaí, Foz e Vale do Itajaí-Mirim.

O tema principal é definido por um Conselho Consultivo, formado por um grupo de empresários da região. Esse conselho foi instituído nesse ano, após uma reunião na Associação Empresarial de Blumenau (ACIB). Além da temática, os conselheiros orientam os promotores sobre os palestrantes, a programação e formato do evento, bem como propor locais de realização e melhorias na dinâmica das apresentações.

As Conferências Empresariais reúne a cada edição líderes com poder de decisão nas empresas. Oportunidade para ouvir, interagir, trocar idéias, apresentar cases, conhecer novidades, fazer networking e saber as últimas novidades sobre a gestão empresarial moderna. Seu formato é interativo, com bastante tempo dedicado a intervenção e participação dos executivos inscritos, no debate dos temas tratados.

As conferências permitem ainda que os participantes discutam novas idéias, tecnologias e serviços com especialistas qualificados e com os seus pares e também manifestar as suas preocupações e compartilhar as suas experiências, além de ajudar a encontrar soluções para os problemas atuais das empresas e contribuir para a integração e progresso da nossa região.

Os integrantes do Conselho Consultivo

- Adalberto José da Silva, presidente da Sulbrasil  Engenharia (Blumenau)
- André Armin Odebrecht, vice-presidente da Cassava/Bovenau (Rio do Sul)
- Agnaldo Leandro Abila, Unicred Blumenau
- Duncan Roderick Mckay, diretor da Electro Aço Altona (Blumenau)
- Edilson Doubrawa, diretor do Beto Carrero World (Penha)
- Gelson Walker, Tô Indo Viagens
- Hans Dieter Didjurgeit, presidente da União Saúde (Blumenau)
- Ivo José Dreher, vice-presidente de Operações da Seara/Marfrig (Itajaí)
- Romeu Reichert, diretor da Free Mutiagência (Blumenau)
- Ronaldo Baumgarten Jr., presidente da Gráfica Baumgarten (Blumenau)
- Rosane Aparecida Melo, Fundação Fritz Müller

Os patrocinadores
Os anfitriões da 6ª Conferência Empresarial serão a Mueller e o Timbó Park Hotel. Tem ainda o patrocínio das empresas: Altona, Baumgarten, Beto Carreto World, Bovenau, Cassava, Free Multiagência, Seara, Sul Brasil, União Saúde e Unicred. Fundação Fritz Müller. Facisc, FCDL-SC, Câmara Brasil Alemanha e SBT Santa Catarina são apoiadores institucionais.





quinta-feira, 30 de agosto de 2012

5a Conferência Empresarial - Beto Carrero World, 21/08/2012


Para visualizar as fotos da conferência clique aqui ou acesse: http://tinyurl.com/conf5-fotos


A excelência nos negócios em alta na 5ª Conferência Empresarial



A quinta edição da Conferência Empresarial, realizada no último dia 21, nas dependências do Memorial do Beto Carrero World, junto ao Parque, em Penha, enfatizou a “Excelência nos Negócios”. Ao longo de todo dia, cerca de 70 executivos de primeiro escalão de empresas catarinenses ouviram atentamente as explanações de quatro consultores, num evento que se caracteriza pela grande interação, destinando 50% do tempo para perguntas, numa conversa franca entre conferencista com os “protagonistas” do evento empresarial.

Como a Disney fideliza clientes

A Conferência Empresarial foi aberta com a consultora americana Teri Yanovitch, responsável pelo programa estratégico empresarial do Instituto Disney. Ela vai falou sobre “Retenção e a fidelização de clientes. A executiva começou na Disney aos 17 anos. Lá se aculturou com a filosofia da empresa.
Na Disney, todos são treinados para ter uma visão única do empreendimento, onde a filosofia é entregar alegria. Estar disponível no tempo necessário foi o primeiro conselho da consultora.
Tratar cliente com indivíduos e ficar atento aos detalhes foi outra dica preciosa. “É preciso adotar estratégias para que o cliente diga “uau”, se supreenda”, comentou.
Os colaboradores da Disney têm autonomia para surpreender os clientes, podendo ser transformado em “herói” na resolução de um processo. Teri Yanovitch deu como exemplo o fato de um cliente, ao sair do parque, não encontrar seu carro. Em razão do treinamento que recebeu, com apenas algumas perguntas, como horário de entrada, um integrante do “elenco” o localiza em poucos minutos, O resultado é fruto de um sistema interno, criado pelo parque.
Teri lembrou que o cliente deve ver apenas a ponta do iceberg. “É uma tarefa árdua, que começa na contratação da mão-de-obra”, assinalou, lembrando que para manter um “elenco” de 64 mil pessoas exige muito treinamento. E o processo seletivo é bem criterioso. São quase duas semanas na primeira etapa de treinamento. Depois de contratado, o profissional assina um contrato de experiência por 90 dias.
Esse alto investimento em treinamento é primordial para o sucesso da Disney. O objetivo é não desagradar o cliente por ter um colaborador que não atende que preconiza a empresa.
Para lidar com os conflitos envolvendo clientes, o Parque estabeleceu um plano de ação de acordo com a severidade do problema. Em reclamações ou problemas onde a culpa da Disney tem pequena ou baixa severidade, a opção é fazer um compensação: Exemplo: se a chuva atrapalhou um passeio em algum brinquedo, o Parque compensa com outra atração.
Baixa severidade, mas com algum custo, como um bife passado fora dos padrões pedidos, a compensação se dá trazendo o bife correto e mais uma sobremesa.
Se a falta for grave, se joga o tapete vermelho para o cliente. Mas em situações de alta gravidade para ambos, a Disney transforma o atendente em herói do serviço. Exemplo: se o cliente esquecer a chave dentro do carro, imediatamente o funcionário chama um profissional habilitado para abrir o carro.
Na Disney, os colaboradores têm independência para recuperar um serviço com base em experiências compartilhadas. Todos os problemas e as soluções encontradas são registrados em um serviço de intranet, permitindo essa verificação em tempo real.
O relacionamento com os Governos, especialmente com o Estado da Flórida é muito próximo. O Governo sabe o impacto financeiro do empreendimento. As duas partes ganham em seus acordos. Mas nem por isso tem facilidades. A Disney segue normas.
No relacionamento com seu entorno, na vizinhança, a Disney não treina os empreendedores do seu em torno. Mas como todos sabem da qualidade empregada pela Disney em seus serviços, todos se sentem pressionados a fazer o mesmo. O padrão é elevado e todos esperam isso.

A vivência e trajetória de Hans Dieter Didjurgeit

O executivo e empreendedor Hans Dieter Didjurgeit começou a vida profissional na década de 70, como intraempreendedor, trabalhando com o pai na marcenaria da família. Apontou a década como a de maior crescimento do Brasil, com PIB acima de 10% a.a, muitas oportunidades de mercado, com grandes ofertas de emprego.
Na década de 80, chamada de “década perdida”, com o menor crescimento da história (1,3 a.a), fundou a ADD Makler, iniciando sua segunda fase, como empreendedor. Nesse período passou da fase de “ditador” para um degrau gerencial, delegando responsabilidades.
Na Conferência, sugeriu aos participantes que tracem o mesmo caminho aos filhos, evitando colocá-los na gestão do seu negócio. “Ele deve iniciar sua carreira em outra empresa, como intraempreendedor”, aconselha.
Hans relatou como criou um ambiente de negócios na AAD Makler. Trabalhou um conceito inovador; com diferenciais no produto e crescimento em outras cidades, com sócios locais (Joinville, Jaraguá e Curitiba).
Focada no segmento empresarial, a empresa passou a vender a imagem de uma “compradora de seguros”. “Para crescer com sócio é fundamental um bom acordo com cotistas”, destacou, lembrando que na AAD Makler, as conquistas eram comemoradas com champanhe e sino.
Outro fator de sucesso foram as aquisições. A ADD investiu em três: duas no Rio Grande do Sul e uma em Santa Catarina. Dentre as aquisições, citou a Herco que se especializou em gerenciamento de riscos.
Citou fatores de sucesso na organização e gestão de pessoas. Um negócio que saiba fazer, com atitudes, uma estrutura matricial e sobreposição de responsabilidades. Na empresa, as decisões eram por unanimidade (todos pensando igual), se definindo prazos e metas.
Teve ainda a preocupação com a formação de sucessores e o ambiente de trabalho. Nas ações de marketing: a exposição dos seus valores para ser percebida como uma empresa que traz vantagens competitivas. E, por fim, preparar a empresa para venda, sem necessariamente vender. “Quando você vende a empresa, você realiza o resultado da criação do seu negócio”, assinalou.
Em sua terceira fase profissional, Hans passou a ser investidor, aproveitando oportunidades, com investimento diversificado em empresas com potencial de crescimento. Em 2012 adquiriu o União Saúde.
A empresa trabalha na gestão de saúde e gestão de risco. Também com estrutura preventiva e previsibilidade e como uma rede credenciada de qualidade e não de quantidade.
Por fim, sinalizou quais os fatores de seu sucesso profissional: conhecer de tudo, networking; ouvir mais que falar; ter visão estratégica; agir com ética, transparência e humildade. Por fim, ter equilíbrio pessoal, familiar, espiritual, emocional e principalmente da saúde pessoal, além de treinar a intuição e preparar a sucessão.

Celso de Souza e Souza sugere uma liderança diferenciada

Celso de Souza e Souza, pedagogo e especialista em recursos humanos, falou da excelência por meio da liderança diferenciada. Destacou que uma incorporação é composta por materiais físicos, o capital intelectual (informação) e pelo capital humano. “Organizações são criadas para servir os outros”, defende.
E como esse propósito, desenvolveu uma atividade em grupo para colocar em “xeque” como agem os líderes. Repassou métodos para o atendimento das necessidades motivacionais. Segurança, associação, estima e auto-realização, denominada pelo consultor de IAN (índice de Atendimento das Necessidades). E afirmou que é possível mensurar o IAN.
Por fim, mostrou que um negócio só terá excelência quando: se definir o modelo de liderança diferenciada; ser o exemplo; selecionar criteriosamente e treinar continuamente os gestores; medir a eficácia dos gestores em liderança; exigir disciplina e garantir consequências; aceitar ser liderado; assumir um propósito cada vez mais altruísta.

Jorge Cenci, presidente do Conselho de Administração da Senior

A Senior foi fundada em 1988. Fabricante de software, com matriz em Blumenau. A gestão de informação por meio de soluções integradas é o seu negócio, com uma visão de ser a mais competitiva e a referência no setor. A inovação está no DNA da Senior.
A empresa tem 80 mil contratos ativos. Desenvolve 30 módulos de ERP, onde conta com 24 mil clientes ativos, sendo. Das 500 maiores empresas apontadas pela Revista Exame, 175 utilizam ERP Senior. Ainda oferece ao mercado 20 módulos de gestão de pessoas e gestão de acesso e segurança, premiados com Top of Mind Estadão de RH em seis oportunidades.
A empresa treinou quase 50 mil alunos em dois anos (público interno e colaboradores Sênior) de forma gratuita. A reestruturação da área rendeu prêmio em capacitação a distância.
A Senior não cresceu por meio de fusões, aquisições. Cresceu sozinha – em média 16% ao ano. Em 2011, a receita bruta operacional bruta chegou a quase R$ 95 milhões. Projeção para 2016: R$ 347 milhões de faturamento
Por fim lembrou William Stone: “Qualquer coisa que a mente do homem pode conceber, pode também alcançar.”.
Texto de Giovani Vitoria.  Fotos de Giovanni Silva